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Médico indiciado por morte de menino picado por escorpião é proibido de fazer plantões; entenda

Bernardo de Lima Mendes morreu após ser picado por escorpião em Conchal (SP) Arquivo pessoal A Justiça proibiu o médico Augusto Fortunato de Godoi de atuar ...

Médico indiciado por morte de menino picado por escorpião é proibido de fazer plantões; entenda
Médico indiciado por morte de menino picado por escorpião é proibido de fazer plantões; entenda (Foto: Reprodução)

Bernardo de Lima Mendes morreu após ser picado por escorpião em Conchal (SP) Arquivo pessoal A Justiça proibiu o médico Augusto Fortunato de Godoi de atuar como plantonista e em serviços de urgência e emergência em todo o país. A decisão foi tomada na terça-feira (25) com base no inquérito que investiga a morte de Bernardo de Lima Mendes, de 3 anos, após ser picado por escorpião em Conchal (SP). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O profissional ainda poderá exercer outras atividades médicas, desde que não envolvam o atendimento de pacientes em situações de urgência ou emergência. A medida vale até uma nova decisão da Justiça. A medida proíbe o médico de atuar em plantões e em serviços de urgência e emergência, como hospitais privados e públicos e em Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Segundo a decisão, se o médico descumprir a determinação, poderá ter a prisão preventiva decretada. Anteriormente, a Prefeitura de Conchal já havia divulgado o afastamento cautelar da rede municipal. O g1 procurou a defesa do médico para comentar a decisão, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. A decisão foi tomada após a Justiça considerar que há indícios de falhas na conduta técnica adotada pelo médico durante o atendimento que terminou com a morte da criança. (Relembre o caso abaixo) Delegado aponta erro médico na morte de menino picado por escorpião no interior de SP Relembre o caso: Menino de 3 anos morre após ser picado por escorpião no interior de SP Delegado aponta erro médico em morte de menino de 3 anos picado por escorpião no interior de SP 'Sentimento de alívio', diz pai de menino morto por escorpião após polícia apontar erro médico Medida cautelar Segundo o documento judicial, a medida cautelar tem como objetivo evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer enquanto o caso é investigado. A decisão aponta ainda que o profissional teria persistido em métodos considerados inadequados, mesmo diante das circunstâncias do atendimento. Bernardo de Lima Mendes morreu após ser picado por escorpião em Conchal (SP) Redes Sociais Para o juiz José Guilherme Di Rienzo Marrey, os elementos apresentados no processo justificaram a adoção imediata da medida para proteger outros pacientes em situações de emergência. A determinação, no entanto, não impede o médico de exercer todas as atividades profissionais. A restrição é direcionada especificamente aos atendimentos em plantões, urgências e emergências. Em caso de descumprimento da ordem judicial, o médico poderá ter a prisão preventiva decretada, conforme estabelecido na decisão. Investigação De acordo com o delegado Luís Henrique Lima Pereira, de Conchal, o inquérito da Polícia Civil reuniu protocolos da Vigilância Epidemiológica e do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), órgão que orienta profissionais de saúde em casos de acidentes com animais peçonhentos. O relatório final foi divulgado no dia 10 de agosto. A investigação apontou que, por ter menos de 10 anos e ter sofrido uma picada de escorpião, Bernardo deveria ter sido encaminhado imediatamente para um hospital de referência com soro antiescorpiônico. Em Conchal, a unidade de referência mais próxima seria a Santa Casa de Araras. Segundo o delegado, em um caso como esse, deveria ter sido adotado o procedimento de “vaga zero”, com acionamento direto do serviço de emergência para garantir o transporte imediato. O médico foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A investigação também apontou questões relacionadas ao atendimento recebido pelo menino e à disponibilidade de soro antiescorpiônico no hospital. O caso segue em apuração pelas autoridades. A decisão judicial é liminar e pode ser modificada ou revogada no decorrer do processo. Erro médico Ainda de acordo com o delegado, o próprio médico que atendeu Bernardo teria identificado que se tratava de duas picadas de escorpião, mas a criança permaneceu em observação em Conchal, em vez de ser transferida imediatamente. Paulo Henrique Mendes Dias, pai do menino Bernardo, comentou sobre indiciamento de médico após morte do filho por picada de escorpião em Conchal (SP) Ely Venancio/EPTV A investigação também apontou que, quando Bernardo apresentou piora clínica, a transferência teria sido feita de forma considerada inadequada pela polícia. Conforme o delegado Luís Henrique, o médico teria acionado apenas Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), sem contato direto com o hospital de referência ou com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para agilizar a transferência. Para a investigação, a demora na transferência foi determinante para a evolução do quadro e se tornou irreversível. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara